28 de agosto de 2009

Direção


Acabei escolhendo hoje um caminho, tenho comigo algumas músicas e isso sustentará por um tempo a minha alma, os rostos que por mim passam nas ruas são os mesmos rostos inóspitos de qualquer outro lugar. Nada é diferente. Tudo é vazio. Acho isso engraçado e triste. Acabei esquecendo no bolso as idéias utopicas que trazia comigo. Precisava ouvir novamente passos em minha direção. Acho difícil de lhe dizer isso assim, pois acho difícil entender. Então seja gentil! Tire seu sorriso do caminho que a minha dor vai passar.

30 de julho de 2009


E quando a dor é inevitável eu espero que os cortes sejam estancados pelo tempo seco. É fácil trocar as palavras, difícil é interpretar o silêncio. É fácil caminhar lado a lado, o difícil é se encontrar. É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração. É fácil apertar as mãos,difícil é reter o calor. Eu vivi cada segundo porque eu nunca me importei com o amanhã. Eu me fiz forte, e estou presa a ilusões tão fascinantes quanto um eclipse que acontece a cada 100 anos. Derrepente toda a dor que um dia eu senti por conta de outras situações parecem não ser nada comparada a toda essa vontade de viver. Aquela idéia ilusória de que a madrugada e a manhã são duas coisas distintas separadas pelo canto do galo, torna-se uma coisa só. Seguir em frente é a melhor opção mesmo que o caminho de pedras pareça impossível. Até por que se todos pudessem voltar no tempo ninguém ia querer seguir em frente. VIVER NÃO DÓI!

Prisão

Estou presa a ilusões e memórias de dias infernais, mas que fique bem claro que o inferno não é o limite,da mesma forma que não é fácil chegar ao céu.Morrer não significa parar de respirar,já morri tantas vezes tentando permanecer viva matando comigo sentimentos sem nome, sem distinção. Talvez eu realmente goste da dor pq toda dor tem seu lado bom.Talvez eu nunca fui tão forte quanto sempre achei que poderia ser, talvez eu apenas estivesse caindo,morrendo e sangrando,talvez eu nunca ache o sentido de tudo isso. Conheci o inferno centenas de vezes, lá eu esperei com exaustão que as pedras absorvessem minhas lágrimas mesmo sabendo que seria um ato impossível.

14 de julho de 2009

Agora sim tem nome


E agora, como explicar que o meu gostar de você chegou a ser amor? Já que se eu me comovia vendo você, já que eu acordava no meio da noite só pra ouvir a tua voz. Meu Deus... Como você me dói! De vez em quando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno,bem no meio do jardim,então você vai poder chorar no meu colo o tempo que quiser, eu vou segurar suas mãos até que a tempestade passe e você reencontre o caminho de casa,a minha voz vai querer dizer tanta,mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme. É estranho, eu te olho nos olhos e vejo todos os meus desejos numa coisa só. Não, você não é perfeito. Você chega na hora errada,me faz perder a cabeça,perder a hora, perder o rumo. Permito que você me tire o sono algumas vezes,mas em troca exijo que passe junto a mim a madrugada em claro,você não precisa estar 100% do seu tempo ao meu lado, mas peço que esteja me esperando a vida inteira. Me acorde ás 4 da manhã chorando que eu vou enganar suas lágrimas com sorrisos bobos. E quando a sua alma estiver perdida, quero que me abrace bem forte e mande toda a dor para bem longe, para onde ela não consiga mais te encontrar. Quando acordar quero ser a primeira pessoa que pense, e ao dormir quero ser a última a ser esquecida. O mundo pode não ser bom,mas ele está melhor desde que você chegou me mostrando o caminho para mais um motivo pelo qual eu deva respirar. Quando te conheci descobri dentro de mim que tornar uma amor real, é expulsa-lo de você para que ele possa ser de alguém. Eu olhei os caminhos que o destino me deu, e decidir seguir o que mais tinha coração. E hoje todas aquelas músicas idiotas sobre o amor, eu entendo, talvez por que esse sentimento tão imenso já se fez um nome. AMOR

10 de junho de 2009


É incrível a forma com que a vida insiste em me bater,o mundo vira as costas pra mim em um piscar de olhos, as doses exageradas de álcool já não fazem mais efeito,é como uma droga de pouco prazo o efeito acaba e eu volto a chamada realidade, já não alivia a minha dor como antes,meus pensamentos não são considerados normais nem por mim mesma,e se é verdade que o tempo passa voando por que ele realmente não passa? Estou aprendendo a ser eu mesma todos os dias, me ferrando do melhor jeito possível,crescendo nesse tudo junto.O silêncio já não grita mais comigo, as lágrimas molhadas agora são secas,o mundo ta girando, as pessoas estão mudando,as gírias se atualizando, as músicas se modificando. Mas a dor, ah essa sim continua intacta,indefectível,em seu estado imperfeito,só ela que continua a me seguir,ela não me deixa em paz, ela não quer ver a minha paz. Eu já não sei mais de onde ela vem e nem que droga eu devo ingerir, NADA mais faz efeito, eu ainda estou presa a palavras e atitudes que foram tomadas para me derrubar.Eu ainda respiro o mesmo ar de angústia e desilusão de antes. Você não vai entender, teus ouvidos surdos não vão captar as pausas cada vez mais tristes e longas, nada do que eu disser a você vai ter efeito algum, por que se você quisesse ouvir não seria preciso falar. Quero por pra fora o que pulsa no meu peito,quero gritar e te deixar surdo,quero te bater como você me bateu, quero deixar as mesmas marcas que você me deixou,quero que chore tudo que eu chorei,quero que passe todas as noites em claro que passei. E se não for possível que isso aconteça,então eu desisto do ar que respiro,e desiludo a todos que achar que a vida é justa,vou me enlouquecer,vou pirar, vou morrer, pôr os peixes na gaveta e os talheres no aquário,vou vestir tapetes e pôr as roupas sobre o chão,vou telefonar pra mim mesma e não aceitar a ligação e depois vou garantir ao mundo que as coisas desse modo vão fazer muito mais sentido que o “normal”...

22 de maio de 2009


Tequila em suas batidas do coração

Eu poderia ser qualquer coisa, quando eu decidir ser apenas eu mesma. Uma poeta de bar, das noites solitarias, da nostalgia, da dor. Das ressacas morais, e por falar nisso por favor me traga, uma taça de vinho tinto do seu sangue que eu derramei por tentar matar a dor.Morra devagar pra eu brindar,faz tanto tempo que ganhei de você,que me disse que não fez por mal enquanto eu sorria só de te olhar e pensar o quanto te odeio. E todo o sofrimento que eu aprendi a esconder tão bem, fingindo que alguém vai me salvar me mim mesma vai ser cultivado como um vício, sem as pilulas claro, por que eu não preciso manter o controle quando eu posso cair livre e leve. Aos leigos apenas o meu silêncio, eu sou o nada, indo para o sempre. Eu sou um pouco de solidão,um pouco de negligência, um punhado de reclamações. Mas eu não posso evitar o fato de que todos podem ver essas cicatrizes, e nem me importo com esse ato. Mas não se preocupe a cada dia isso diminui. A cada respiração, é como se eu não sentisse mais nada. A cada minuto, uma lágrima seca. A cada sorriso, um fio de esperança brilha em mim. A cada olhar, esquecer se torna menos impossível. Talvez esse mal esteja me fazendo bem. Eis então uma Utopia contraditória sem ilusão.

Perdida no escuro do meu quarto enxergo com claridade, tudo que de olhos abertos,
jamais se tornará realidade.Não eu nunca estou só, é sempre a solidão e eu. Portanto não se preocupem,não me julguem,não me interpretem, muito menos me culpem. Por que de ontem em diante,serei o que sou nesse instante,minha vida inteira é meu dia inteiro,penso horrores,tragédias,dramas e temores. Ás vezes me assusto com minha própria imaginação. Me torno até nostálgica,deposito minha fé em mim e isso não dá em nada. Posso até falar demais, mas sempre dou espaço ao silêncio. Procuro mostrar para o mundo,mudar o templo da minha alma,pra que fique de acordo com o que eu sou por dentro.Muito pra mim costuma ser pouco demais,viver ta me deixando louca,grito pra não ficar rouca,muito pra mim é tão pouco e pouco eu não quero mais.

4 de abril de 2009

Entre eu e mim




Ah uns três dias atrás eu me encontrava como de costume na janela do meu quarto que tem como vista a varanda arejada de minha casa. Eu estava com a câmera na mão que por sinal é meu brinquedo favorito.Logo a frente da janela fica o espelho do meu quarto,naquele momento de uma total falta do que fazer,apontei a câmera pro espelho, ativei o zoom e bati uma foto,consegui me ver na tela da câmera com nitidez.Era final de tarde,pôr do sol á vista, e eu ali sentada olhando a minha imagem paralisada,sem sorriso,com um olhar concentrado na própria imagem,o cabelo despenteado devido á brisa leve que batia sobre os fios secos e claros do meu cabelo.Eu olhava com clareza o reflexo na minha própria imagem,seria então o reflexo do reflexo? Sabe acho que é isso mesmo que eu sou. Um reflexo com a luz de um fim de tarde no espelho do meu quarto. O mundo continua o mesmo,os carros passando, as pessoas trabalhando,o sol se pondo.Só eu que não sou mais a mesma,estava ali no meio de tudo existindo sem existir. Depois de passar o pouco que sobrava da tarde pensando nisso não exitei em procurar nos escombros e na bagunça do meu quarto a minha certidão de nascimento. Escrita,dobrada e ré-dobrada por quase 18 anos. Li e re-li por váias vezes seguidas,e depois de revisar por tanto tempo as mesmas letras ficou quase impossível de acreditar que perante a lei eu existia, mas e pra mim? E pros outros? É como se eu estivesse morrido estando viva,é como se somente o meu corpo falasse ao invés da alma. As vezes você não estranha de ser você? E se eu fosse outra pessoa? O que eu seria? Como eu seria? O que pensaria? Sempre tive a idéia fixa de que a opinião dos alheios nunca me importou. Mas por uma fração de segundo me bateu essa tal curiosidade.Quem eles acham que eu sou? E por que? E o que fizeram eles pensar assim? Eu devo ser a louca apaixonada por festas? Ou a problemática que ta “cagando” pros estudos? E se não for nem um e nem outro? Isso é uma crise de identidade? E você vai me responder isso? [/????????????????????] Milhões de interrogações se fazem a minha volta como naquelas histórias em quadrinhos,enquanto tudo que eu mais desejo é um ‘ponto final’.

2 de abril de 2009

ECO !


Me deixa gritar que gritando se faz o eco e no eco eu consigo me encontrar. Ele me diz coisas que eu não gostaria de ouvir. São verdades, que eu não queria ouvir, pq verdade machuca e se machucar não é divertido.Grito diariamente com os olhos mas ninguém os vê.Me deixem viver pq vivendo eu vou aprendendo, mesmo indo pelo caminho errado .
“Se fosse fácil achar o caminho das pedras tantas pedras no caminho não seria ruim ♪”
como ja citava uma letra de Engenheiros do Hawaii. Estou voltando de casa na chuva grossa, ela esconde as lágrimas do meu rosto,lágrimas sofridas de um sentimento doloroso. Que angústia essa de sentir dor e não saber demonstrar, de não saber se aliviar. Não! Não venha tentar me entender se você nunca passou por isso vai ser uma tentativa inútil.Me deixa virar de lado me dê uma seringa com muita morfina,deixa eu me dopar olhar pro lado e desmaiar. Por favor faça isso se puder, e se não puder também faça. Garanto que vai ser um bem a sociedade inadequada que eu vivo. Se você fizer isso deixo aqui e agora o meu MUITO OBRIGADA, já que não pretendo acordar pra te agradecer.

1 de abril de 2009

Do fundo do poço,não se vê a luz do túnel




Deixa eu lhe dizer oque eu sei. Ou melhor oque eu sinto. Deixa eu dizer oque eu penso sem você me interromper. Cala a boca e me deixa dizer.
Tenho cavado o fundo do poço com frequência,gritando com desespero meus erros.Por que você apareceu aqui na minha vida? Ela tava tranquila, ela tava bem. Mas por que você apareceu? Tenho procurado a felicidade a cada dia ao acordar e me ferro com isso, achei que fosse mais fácil. Você ri como se minhas lágrimas fossem piadas do palhaço em um circo. Você provoca a dor como se estivesse provocando um cão com um pedaço de carne. Pára! Eu não sou super herói,meu coração ainda não é de aço. E depois te ter demolido todos os castelos que eu mesma construí,romper planos que eu mesma burlei,roubar a minha própria alma, vou dizer que sou quase uma artista por ter forças pra sorrir vendo tudo oque eu vi. Agora eu sei que a dor também serve de aprendizado. E não importa o tempo que vai levar ele NUNCA vai curar nada,oque torna o fato mais angustiante ainda. Por que só de saber que eu nunca vou esquecer, o buraco do poço que eu cavo se torna mais fundo. Hoje todas aquelas letras bregas de amor fazem sentido,e todas aquelas frases “aviadadas” hoje eu entendo.E só pra constar: Poço não é túnel, então eu já sei que no final eu morro por não achar a luz.

Frase pronta: Uma vez o amor perguntou ao ódio: Por que me odeias tanto? E o ódio respondeu: Porque um dia te amei demais.
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