3 de setembro de 2010


Nasci para satisfazer a nescessidade que eu tinha de mim mesma.
Conheci o amor uma vez. Assim, de cara. E ele comeu minha casa, minha paz, meu sossego. Mas não seria isso o amor? Sim, durante algum tempo eu brinquei de ser feliz e depois disso nunca mais pensei igual aos outros. Continuarei a brincar de ser feliz, até meus últimos dias. Querem me reiventar novamente, querem outra "eu" que não existe. Mas fica-lhes uma pergunta no ar senhoras e senhores, quem sou eu afinal se não uma invenção dos destinos?

5 de agosto de 2010

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Quando pensei que não havia sobrado nada, quando eu achei que estava me afogando, eu lutei por cada suspiro, eu cortei as palavras para quebrar o silêncio e junto com elas a dor. Nunca pensei que fosse acontecer, mas cheguei a um ponto onde eu tive que escolher quem e o que eu queria ser. E eu decidi não faz muito tempo ser feliz!

RENTE


Olhe rente aos meus olhos, olhe rente a alma. OLHE!
Possuo alguns defeitos que sustentam todo o meu edifício. É meio complicado ter de cortar algum de mim não? Eu não sei o que pode me sustentar e sinceramente não sei o que pode me destruir. Depois de algum tempo sem permanecer viva prometo que tentarei não pronunciar a palavra "nunca e sempre", de modo que eu posso não conseguir. Pois bem. Jogaram em cima de mim coisas que não pude suportar por tempo determinado. Pediram com os olhos da alma sentimentos que eu não tinha, ou achava que não tinha. Jogaram em cima de mim, medos, coisas travadas, rejeição, tanta dor. Difícil explicar. Quebrei meu próprio teto de vidro tentando arrumar os tetos alheios. Enxerguei com clareza quem foi por mim. Antes o pensamento era de que as pessoas se repetiam, mas o que de fato se repete são as situações. Aniquilei pessoas, pensamentos, casos, hostórias, vidas. Precisei ouvir gritos para nunca gritar. Mas eu gritei, e nesse dia não mais que em qualquer outro dia, caída, olhei para cima, e aquele que por ironia do destino me chutaria quando estivesse caída, apurou os ouvidos, e não mais fez o que podia. Me ouvio gritar, gritar, e gritar!

Cuidado ao exigir o eterno. Nunca se sabe de fato o que está sendo pedido. É certo que caminhar acaba se tornando tedioso demais quando se aprende a voar.
Reclame de mim com a certeza de que vai me inventar de novo.
Me olhe rente a pele ao ponto de conseguir ver o caminho dos meus passos, ou das batidas de minhas asas. Eu ja me dei partes que hoje não são nescessárias a mim, e mesmo assim eu não vou renunciar parte do meu ser vibrante, errante, sujo, livre, quente. Não desta vez. Pois quem vai bater de frente ao meu coração quando eu abri-lo em voz alta? Pois me diga. QUEM?

18 de maio de 2010

TÃO...


Mas que grande companhia essa que eu tenho todos os dias. Mas que grande prazer te reencontrar solidão. Seus gritos vem em um momento tão só. Mas que ironia não?!
Ô solidão, como tu és sábias, sentimento que insiste em abusar do meu sossego com mais sossego. Estupradora de certezas e incertezas. Dona de insônias intermináveis, madrugadas cada vez mais tensas ás 3 horas da tarde. È como se o tempo tivesse parado. É como se 4 horas da manhã, 6 da tarde e 10 da noite fosse um momento só. A mesma sensação, o mesmo caminho da casa, os mesmos pensamentos, as mesmas conclusões, e nem tampouco as mesmas lágrimas. Mil pessoas me rodeando, 10 pessoas me povoando, 15 pessoas me poluindo, me evoluindo e ao mesmo tempo tão só. TÃO SÓ.

17 de março de 2010

1 ano de UtopiaObvia!!


Eu tenho que escrever isso , para numa tentativa falha , procurar descarregar toda essa ansiedade , que supostamente eu tenho carregado durante alguns meses do ano. Pois, é escrevendo que eu desabafo com os anônimos, alguns apaixonados pelo que escrevo. Tenho sido dubladora de complexidades. A um ano atrás minhas feridas estavam expostas em carne viva, hoje quase que cicatrizadas eu escrevo. Em um ano, as coisas parecem se esclarecer de uma forma obvia. Você aprende que colegas não são amigos, e que os amores da sua vida sempre estiveram ao seu lado. Eu vi na solidão as coisas de uma forma mais clara. Pois quem realmente se importa com você são aquelas que jogam a verdade em sua cara. Sim eu tenho uma vida real por trás de todos esses textos. Eu tenho um coração quem nem sempre segue o que sente. Que tem medos, anseios e saudades, principalmente “saudades”. Saudade de algumas palavras, de alguns olhares. Mais saudade de algumas lágrimas do que de outros sorrisos. Sim, algumas lâminas retalharam meu coração, e depois disso eu deixei muito bem claro a mim mesma: Que sentir saudade não é o maior ato de amor, mais que isso é esperar, me tornando egoísta de um sentimento amplo. Acho que eu sou a única pessoa que eu quase conheço que sente o que sinto. Pois então neste 1 ano de pensamentos não óbvios e não utópicos. Mais que um texto eu quero escrever aqui. Na verdade tudo isso não passa de um agradecimento. A todos que me machucaram, a todos que me fizeram rir, as noites escuras no meu quarto, ao meu travesseiro que antes de sossegar sofria junto comigo, agradeço aos ombros humanos que receberam algumas lágrimas, agradecer as lâminas e as navalhas, as verdades e as mentiras. E aos meus amores. Pois acho que sem esse sentimento seja lá onde estiver nunca jamais poderá ser feito algo que impressione. MUITO OBRIGADA MESMO.!

Thais Ramos, Rodrigo Nascimento, Giselle Barborsa, Valdemir Espíndola, Júnior Andrade, Bruno Benevides, Angélica Rocha, Tarcísio Lima, anônimos, fantasmas, desconhecidos, populares, zumbis, plagiadores. MEU MUITO OBRIGADA ESPECIAL A TODOS VOCÊS.

11 de março de 2010



Por muitas vezes fui colo que acolhi.Braço que envolvi, palavras que confortei, silêncio que respeitou. Já contagiei com alegria, ja me corri de lágrimas.
Sei ser olhar que acaricia e o desejo que sacia.
Ja promovi amor, e destilei venenos. Respirar por amor amanhã
por não haver nenhuma esperança pra hoje. Procurei quando senti saudade. Fiz quando senti vontade. Lutei no medo. E mesmo doendo soube perder e esquecer. Então resolvi gostar e viver. Afinal nunca é tarde para recomeçar. Remar. Re-amar. Amar!

7 de fevereiro de 2010


FOME. Fome de verdades não ditas, lágrimas não derramadas, nós não desatados. SEDE. Sede de vingança pelas dores que tem se estampado no cotidiano da vida. Sei que viver é mais que isso. Viver é ser outro. Sei que sentir é complicado, pois sentir hoje o mesmo que sentiu ontem não é sentir, é relembrar. É como se hoje fosse o cadáver vivo do que ontem foi a vida perdida. Quero mergulhar mais fundo, quero ver além do sentir, e enxergar além do ver. Pois quando eu juro, não sei por que Deus, mas eu sempre juro que tenho um coração.

24 de janeiro de 2010


Não esta sendo fácil passar por cima de mim mesma todos os dias. Me tranquei dentro de uma armadura defensiva por tanto tempo pra perceber que essa é a forma mais difícil de se livrar de mim mesma. Doente, eu corri bem rápido e voei mais alto ainda. Agora eu estou queimando meus sentimentos, petrificando emoções, rasgando os verbos. Sempre fui covarde quando se trata de amar. Sempre fui medrosa na hora de perdoar. Nunca fui alguém que fosse fácil de lidar. Algumas pessoas sempre vão embora deixando a dor, e se a vida é tão bela porque essa dor simplesmente não vai embora como as pessoas? (tempo...)
Amanhecer pra mim nunca será acordar, pois é simples o ato de somente abrir os olhos. Mas isso não quer dizer que você está acordado, mas que você está apenas de olhos abertos. Seu corpo se levanta mas você ainda está deitado, coberto, mantendo em pedras claras a sua visão. QUE NÃO VÊ. Seu corpo é você, mas você não é seu corpo.
Você não age!
Você não acorda!
Você não pensa!
Você não fala!
Você não pensa! Você não acorda. Você não acorda. Você não me vê, não se vê, não se move, não... Não está. Não é.. Não, não... Você não tenta ser... Você não pode ser... Não quer. Não é. SÓ É, você não pode! Você não quer!

Aprender, desaprender. Aprender, desaprender.


Acho que hoje eu desaprendi aprendendo um pouco de você.
O medo de não saber o que fazer ainda permanece aqui. Eu me vejo tola de mim esperando o que eu não posso ter. Hoje eu me desfaço de um pedaço seu, preciso achar um pouco de mim nessa noite. Pois durante todas as outras noites serei só eu e eu. Desejo me esquecer de você procurando me perder em você, respirar você, beber você. Tenho sido mais você que eu, e acho que seus pedacinhos já são meus. Só eu sei como é ruim perder as minhas noites aqui pensando em você. Eu vejo você em cada pensamento meu, e deixo minhas lembranças no chão pra não sofrer com a queda da realidade. Eu ainda tenho você aqui. Então por favor, prometa me manter quente, durante o tempo que você me usar por um momento. Pois eu faria qualquer coisa pra ver o seu sorriso, mesmo sabendo que você nunca chora. NUNCA CHORA.!