17 de março de 2010

1 ano de UtopiaObvia!!


Eu tenho que escrever isso , para numa tentativa falha , procurar descarregar toda essa ansiedade , que supostamente eu tenho carregado durante alguns meses do ano. Pois, é escrevendo que eu desabafo com os anônimos, alguns apaixonados pelo que escrevo. Tenho sido dubladora de complexidades. A um ano atrás minhas feridas estavam expostas em carne viva, hoje quase que cicatrizadas eu escrevo. Em um ano, as coisas parecem se esclarecer de uma forma obvia. Você aprende que colegas não são amigos, e que os amores da sua vida sempre estiveram ao seu lado. Eu vi na solidão as coisas de uma forma mais clara. Pois quem realmente se importa com você são aquelas que jogam a verdade em sua cara. Sim eu tenho uma vida real por trás de todos esses textos. Eu tenho um coração quem nem sempre segue o que sente. Que tem medos, anseios e saudades, principalmente “saudades”. Saudade de algumas palavras, de alguns olhares. Mais saudade de algumas lágrimas do que de outros sorrisos. Sim, algumas lâminas retalharam meu coração, e depois disso eu deixei muito bem claro a mim mesma: Que sentir saudade não é o maior ato de amor, mais que isso é esperar, me tornando egoísta de um sentimento amplo. Acho que eu sou a única pessoa que eu quase conheço que sente o que sinto. Pois então neste 1 ano de pensamentos não óbvios e não utópicos. Mais que um texto eu quero escrever aqui. Na verdade tudo isso não passa de um agradecimento. A todos que me machucaram, a todos que me fizeram rir, as noites escuras no meu quarto, ao meu travesseiro que antes de sossegar sofria junto comigo, agradeço aos ombros humanos que receberam algumas lágrimas, agradecer as lâminas e as navalhas, as verdades e as mentiras. E aos meus amores. Pois acho que sem esse sentimento seja lá onde estiver nunca jamais poderá ser feito algo que impressione. MUITO OBRIGADA MESMO.!

Thais Ramos, Rodrigo Nascimento, Giselle Barborsa, Valdemir Espíndola, Júnior Andrade, Bruno Benevides, Angélica Rocha, Tarcísio Lima, anônimos, fantasmas, desconhecidos, populares, zumbis, plagiadores. MEU MUITO OBRIGADA ESPECIAL A TODOS VOCÊS.

11 de março de 2010



Por muitas vezes fui colo que acolhi.Braço que envolvi, palavras que confortei, silêncio que respeitou. Já contagiei com alegria, ja me corri de lágrimas.
Sei ser olhar que acaricia e o desejo que sacia.
Ja promovi amor, e destilei venenos. Respirar por amor amanhã
por não haver nenhuma esperança pra hoje. Procurei quando senti saudade. Fiz quando senti vontade. Lutei no medo. E mesmo doendo soube perder e esquecer. Então resolvi gostar e viver. Afinal nunca é tarde para recomeçar. Remar. Re-amar. Amar!

7 de fevereiro de 2010


FOME. Fome de verdades não ditas, lágrimas não derramadas, nós não desatados. SEDE. Sede de vingança pelas dores que tem se estampado no cotidiano da vida. Sei que viver é mais que isso. Viver é ser outro. Sei que sentir é complicado, pois sentir hoje o mesmo que sentiu ontem não é sentir, é relembrar. É como se hoje fosse o cadáver vivo do que ontem foi a vida perdida. Quero mergulhar mais fundo, quero ver além do sentir, e enxergar além do ver. Pois quando eu juro, não sei por que Deus, mas eu sempre juro que tenho um coração.

24 de janeiro de 2010


Não esta sendo fácil passar por cima de mim mesma todos os dias. Me tranquei dentro de uma armadura defensiva por tanto tempo pra perceber que essa é a forma mais difícil de se livrar de mim mesma. Doente, eu corri bem rápido e voei mais alto ainda. Agora eu estou queimando meus sentimentos, petrificando emoções, rasgando os verbos. Sempre fui covarde quando se trata de amar. Sempre fui medrosa na hora de perdoar. Nunca fui alguém que fosse fácil de lidar. Algumas pessoas sempre vão embora deixando a dor, e se a vida é tão bela porque essa dor simplesmente não vai embora como as pessoas? (tempo...)
Amanhecer pra mim nunca será acordar, pois é simples o ato de somente abrir os olhos. Mas isso não quer dizer que você está acordado, mas que você está apenas de olhos abertos. Seu corpo se levanta mas você ainda está deitado, coberto, mantendo em pedras claras a sua visão. QUE NÃO VÊ. Seu corpo é você, mas você não é seu corpo.
Você não age!
Você não acorda!
Você não pensa!
Você não fala!
Você não pensa! Você não acorda. Você não acorda. Você não me vê, não se vê, não se move, não... Não está. Não é.. Não, não... Você não tenta ser... Você não pode ser... Não quer. Não é. SÓ É, você não pode! Você não quer!

Aprender, desaprender. Aprender, desaprender.


Acho que hoje eu desaprendi aprendendo um pouco de você.
O medo de não saber o que fazer ainda permanece aqui. Eu me vejo tola de mim esperando o que eu não posso ter. Hoje eu me desfaço de um pedaço seu, preciso achar um pouco de mim nessa noite. Pois durante todas as outras noites serei só eu e eu. Desejo me esquecer de você procurando me perder em você, respirar você, beber você. Tenho sido mais você que eu, e acho que seus pedacinhos já são meus. Só eu sei como é ruim perder as minhas noites aqui pensando em você. Eu vejo você em cada pensamento meu, e deixo minhas lembranças no chão pra não sofrer com a queda da realidade. Eu ainda tenho você aqui. Então por favor, prometa me manter quente, durante o tempo que você me usar por um momento. Pois eu faria qualquer coisa pra ver o seu sorriso, mesmo sabendo que você nunca chora. NUNCA CHORA.!

28 de dezembro de 2009


A dama das madrugadas hoje descansa em paz. São duas horas, três horas,quatro horas e ela ainda está viva. Dessa vez sem lágrimas, com aquele sentimento denominado sem nome. Os arrependimentos ela deixou pra trás, as dores consecutivas também.
Ela cresceu. Na dor, mas cresceu. Ela hoje enxerga com a verdadeira clareza a meio de desconfianças. Mas enxerga. Enxerga com umas pontinhas de dor, com o desleixo de um olhar que não foi sincero. Mas enxerga. E isso pra ela é o que importa.
A dama das madrugadas agora vive num xadrez presa a alegrias, presa a saudades saudáveis que o tempo não conseguiu apagar.
Hoje as máscaras não estão caindo, estão se derretendo feito cera a fogo.
Essa dama hoje em dia vive depois de se encontrar morta por um bom tempo.
A dama desativou as tristezas por um tempo indeterminado.
A dama hoje pensa em si mesma antes dos outro. A dama hoje em dia vê o que realmente vale a pena. A dama hoje não sente muito, pra falar a verdade ela não sente nada. O que faz disso pra ela um dom insaciável de um sorriso que lembra uma navalha cortando a maldade de si e só. A dama das madrugadas está só, mas feliz. A doma das madrugadas vê no meio termo da escuridão a fé. Que anda só e é tão forte.
A dama, é só uma dama, com histórias,dramas, dores, alegrias, decepções. Sim como qualquer outro ser mas UMA DAMA. Que diz adeus com ar de esperança, um adeus que mais parece um olá. A dama das madrugadas se deseja paz e guerra pra todos vocês.!

22 de dezembro de 2009

é normal, é natural.!

Ser humano mutável. Com sentimentos, dores, lágrimas, alegrias, saudades, nostalgias. Olho para trás com tristeza. O tempo deveria ter feito de mim fria. Mas não é isso que eu sinto. Agradar deveria ser difícil se tratando de mim, se tratando da minha vida. Minhas histórias são aparentemente normais. Mas se não tiver estômago favor não parar pra me ouvir. As dúvidas tem pairado no ar, chegou a hora de revidar, e machucar. Meu coração se cansou de esperar um olhar, um ato. Esperar não é justo. Esperar é cruel, desumano. Eu não vou mais acreditar. Isso é uma escolha. Isso é uma direção. Você mentiu, você vai mentir, VOCÊ ESTÁ MENTINDO.
Vida é baseada em promessas não cumpridas. Já quase me acostumei com a dor da saudade. As lágrimas já deveriam ter secado isso deveria ser normal. Normal é perder, normal é ganhar. Seria então normal SOFRER? A felicidade, no entanto nunca me ensinou muita coisa. A direção me achou perdida na estrada da vida. Aprender na dor a achar uma luz.A vida não deveria ser assim, nenhum sentimento deveria ser doloroso principalmente o amor. Pensar diferente, discordar de você, eu não aceito a sua condição. Não me peça pra aceitar uma condição que não foi aceita por mim. O seu egoísmo não me fez egoísta. Meu amor próprio ainda não parou em mim. Eu me entrego demais, eu me expresso demais. E nada deveria ser assim principalmente EU.! Contando com todas as dores, com todas as decepções que vivi não. EU NÃO DEVERIA SER ASSIM.

2 de dezembro de 2009

Dentro. Fora ...



Quando eu parei não sabia mais pra onde ir, e nem pra qual direção olhar e seguir.
Fazer de cada lágrima uma palavra e de cada palavra um tiro. Minha alma anda em um deserto de desilusão, meu coração já sangrou por amar errado, já tentei me interessar pelo desinteressantíssimo mas foi em vão. Não estou certa se algum dia chorei, acho que sim, quando havia dor. Agora só resta uma coisa seca. Dentro, fora. Não que eu esteja triste, só não sinto mais nada. Agora eu aqueço geladeira e sobrevivo sem derreter. Peguei minha bagagem mental e decidi sair do deserto. E quando a luz do sol cobre meu rosto amassado pela insônia eu repito sete vezes: Que seja doce, que seja doce, que seja doce... E assim por diante, não pra dar sorte mas pra evitar o azar quem sabe.

18 de novembro de 2009


Então me diga como é isso? Essa coisa de viver?
São escolhas? Ou destinos? Coincidência? Ou sorte?
Viver ta me deixando louca, e morrer não é uma opção racional.Todas as noites me deito acordada e a tristeza preenche meus olhos.E eu não sou forte o bastante para não chorar.Eu não tenho ombros, mas todos querem se apoiar.
Pareço ser o soldado deles, mas cadê o meu? Então por favor, me digam o que é isso de viver? Sobreviver ou suportar?Eu joguei minha dor dentro de uma garrafa, e vivo com medo de quebrá-la.Morro todos os dias pedindo que alguém devolva de volta a minha vida. Eu dei tanto de mim mesma, e agora me vejo enlouquecendo.
Eu choro por ajuda, desejando que alguém simplesmente venha aqui e me salve. Me salve de mim mesma. Sou fraca por não tentar, forte por suportar. Feliz por não mais me iludir, triste por não acreditar, adulta por não viver um conto de fadas, infantil por não acreditar nas próprias fraquezas humanas. Eu sou assim, um poço de contradição, falo coisas que vem do nada, como se a alma psicografasse as palavras que saem de minha boca. Machucando, ferindo muitas vezes a quem de fato não merece. Já tentei por mil vezes mudar, mas isso seria se mudar de mim, fingir ser o que já sou. Burlei tantos planos que não valeu a pena. Estou viva mas não vivo. SOBREVIVO e ninguém me preparou pra essa coisa. Pessoas agora são objetos, coração agora é brinquedo e todo mundo se acha no direito brincar com o músculo. Sofrer calada é como gritar no alto falante e ninguém conseguir te ouvir. É se perguntar todas as madrugadas em que bar será que você fica rindo daquele amor que eu achava lindo? E aquelas promessas que viraram pó? Pra debaixo de qual tapete você jogou? Decidi hoje com todas as forças que uso para abrir os olhos, fragmentar sonhos que eu tive com você só pra tentar não sentir mais dor. É como dividir em parcelas dolorosas todas as lágrimas que meu travesseiro absorveu, naquelas noites de verão tão geladas.

9 de outubro de 2009


Pois bem.. Sou um pouco de tudo que recebi. Ódio, desprezo, alegria, raiva, carinho, solidão, amor, dor. Me perdi em centenas de pedaços e eu não preciso deles para me sentir realmente inteira. Fiz do fundo do poço um lar, e da felicidade apenas uma pílula para dormir. Não tente me entender, não corra atrás da minha mente, acordar é deprimente e o vazio da mente me atormenta constantemente.