2 de dezembro de 2009

Dentro. Fora ...



Quando eu parei não sabia mais pra onde ir, e nem pra qual direção olhar e seguir.
Fazer de cada lágrima uma palavra e de cada palavra um tiro. Minha alma anda em um deserto de desilusão, meu coração já sangrou por amar errado, já tentei me interessar pelo desinteressantíssimo mas foi em vão. Não estou certa se algum dia chorei, acho que sim, quando havia dor. Agora só resta uma coisa seca. Dentro, fora. Não que eu esteja triste, só não sinto mais nada. Agora eu aqueço geladeira e sobrevivo sem derreter. Peguei minha bagagem mental e decidi sair do deserto. E quando a luz do sol cobre meu rosto amassado pela insônia eu repito sete vezes: Que seja doce, que seja doce, que seja doce... E assim por diante, não pra dar sorte mas pra evitar o azar quem sabe.

18 de novembro de 2009


Então me diga como é isso? Essa coisa de viver?
São escolhas? Ou destinos? Coincidência? Ou sorte?
Viver ta me deixando louca, e morrer não é uma opção racional.Todas as noites me deito acordada e a tristeza preenche meus olhos.E eu não sou forte o bastante para não chorar.Eu não tenho ombros, mas todos querem se apoiar.
Pareço ser o soldado deles, mas cadê o meu? Então por favor, me digam o que é isso de viver? Sobreviver ou suportar?Eu joguei minha dor dentro de uma garrafa, e vivo com medo de quebrá-la.Morro todos os dias pedindo que alguém devolva de volta a minha vida. Eu dei tanto de mim mesma, e agora me vejo enlouquecendo.
Eu choro por ajuda, desejando que alguém simplesmente venha aqui e me salve. Me salve de mim mesma. Sou fraca por não tentar, forte por suportar. Feliz por não mais me iludir, triste por não acreditar, adulta por não viver um conto de fadas, infantil por não acreditar nas próprias fraquezas humanas. Eu sou assim, um poço de contradição, falo coisas que vem do nada, como se a alma psicografasse as palavras que saem de minha boca. Machucando, ferindo muitas vezes a quem de fato não merece. Já tentei por mil vezes mudar, mas isso seria se mudar de mim, fingir ser o que já sou. Burlei tantos planos que não valeu a pena. Estou viva mas não vivo. SOBREVIVO e ninguém me preparou pra essa coisa. Pessoas agora são objetos, coração agora é brinquedo e todo mundo se acha no direito brincar com o músculo. Sofrer calada é como gritar no alto falante e ninguém conseguir te ouvir. É se perguntar todas as madrugadas em que bar será que você fica rindo daquele amor que eu achava lindo? E aquelas promessas que viraram pó? Pra debaixo de qual tapete você jogou? Decidi hoje com todas as forças que uso para abrir os olhos, fragmentar sonhos que eu tive com você só pra tentar não sentir mais dor. É como dividir em parcelas dolorosas todas as lágrimas que meu travesseiro absorveu, naquelas noites de verão tão geladas.

9 de outubro de 2009


Pois bem.. Sou um pouco de tudo que recebi. Ódio, desprezo, alegria, raiva, carinho, solidão, amor, dor. Me perdi em centenas de pedaços e eu não preciso deles para me sentir realmente inteira. Fiz do fundo do poço um lar, e da felicidade apenas uma pílula para dormir. Não tente me entender, não corra atrás da minha mente, acordar é deprimente e o vazio da mente me atormenta constantemente.

1 de outubro de 2009


As coisas não são como deveriam ser. As pessoas não são humanas, o coração não pulsa o sangue que percorre nas veias. E o resto da minha vida toma tempo demais. As coisas estão mudando de lugar, as pessoas que eu achava amar não tem mais o mesmo olhar. Difícil, muito difícil. No meu travesseiro você encontra lágrimas secas que eu chorei, mordidas de raiva que eu dei, gritos silenciosos e sonhos irreais feitos e desfeitos por mim. Já não consigo suportar o peso do meu corpo, meus olhos se recusam a abrir, o ar parece não querer sair. Estou perdida e ninguém pode me achar, estou só e ninguém pra me acompanhar.

18 de setembro de 2009




Eu estou no final da estrada, eu perdi todo o controle e meus pensamentos me assombram. Minha mente quebra o espírito da minha alma. Minha fé anda por vidros quebrados e a ressaca não passa. Eu estou em ruínas e não há nada que você possa fazer pra mudar. Eu estou sozinha, e as máscaras de carne estão caindo, elas estão me machucando por que a verdade dói em uma alma que sangra dor.Meu desejo é de ir embora, mas não ir é um ato de amor.

1 de setembro de 2009

SOU


Vou contar minha história antes que a minha memória possa se apagar. Sou o que sobrou daquilo que nunca desejei ser. Minha máscara é de carne viva. Metade de mim é platéia e outra metade é canção. Fui feita pelo diabo mas nunca nos conhecemos. Eu tenho um amor, mas foi a dor que me ensinou a ser quem sou. Vivo os dias, morro com a saudade... Vivo a dor de viver sem ao menos me sentir viva. É incrível, mas 18 invernos ainda não foram suficientes. Possuo uma galeria de tatuagens mentais. E ultimamente tenho parecido perto mas tão longe de chegar. As pessoas bebem meu olhar com pudor de horror, como vinhos baratos em taças de cristal. Me desculpe, pois tenho dito o que penso e não o que tenho feito de uma forma que aterroriza as pessoas. Me desculpe por tanta sinceridade e se não souber aceitar. Ah por favor me desculpe mas esse é meu eu em um lapso de loucura constante.

100 séculos em 18 anos



O hálito cansado de uma alma que travou sua batalha contra a solidão. Dentro de desesperos,artelhos e maus conselhos. São três horas, seis horas, nove horas e tudo bem, eu vi acenar para mim. Ela estava feliz... Morta, mas tão feliz. Eu limpei meus olhos irritados, e comecei a devorar exércitos, a cantar para os pássaros, a correr pelo deserto. E nem a vontade de mil conselhos pôde me deter. Crescer não tem me estimulado tanto, envelheci 100 séculos nesses 18 anos, precocidade a flor da pele, rapidez no aprendizado da dor, foi assim que cresci. Antes do tempo determinado

No label



Olhe, minha alma é transparente a ponto de você não conseguir enxergar. Sou irritável e firo facilmente. Beijo pouco, falo menos ainda, mas uso muitas palavras. Nunca me esqueço, mas há poucas coisas que eu lembre. Quando penso grito em silêncio. Estou morrendo aos poucos tentando sobreviver. O pecado me atrai, o que é proibido me fascina. Procure não me rotular, titular,valorizar,qualificar, desqualificar, adquiri experiência , ingeri conhecimento, ampliar aquilo que muda com frequência . Pois não se mede o ser que cresce.

HIPO... crisia



Eu vejo isso por cima de um muro de hipocrisia que insiste em nos rodear ()

É triste, mas é a verdade. Você põe fotos de pessoas sofrendo em outros países e não se preocupa em ajudar pessoas que batem a sua porta. Coloca frases de "Liberte sua mente", e briga com os pais para comprar o lançamento do mês. Coloca "símbolos de pessoas livres de tudo", e no seu guarda-roupa só tem símbolos de marcas caras. Suas comunidades no orkut dizem "Vou largar tudo e virar hippie!", e não consegue usar duas vezes a mesma roupa. Que tipo de pessoa é você? Do tipo que odeia a si mesma, ou que já está tão contaminada pela sociedade que não consegue enxergar que já faz parte dela?